quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
no words
bem, eu to há bastante tempo sem postar, e todos sabem porquê, e como eu citei no começo, por mais que eu ficasse dias e dias sem postar, a hora que me desse vontade de botar qualquer coisa que fosse p. fora, eu colocaria, e hoje realmente é um dia que é preciso fazer isso, então.. tudo começa às meia-noite, eu no msn conversando com algumas pessoas, sobre o tão temido dia (hoje) que saíria os resultados, e que, apesar de tudo, eu ainda tinha esperanças, aliás, tive esperanças até o último momento e talvez ainda reste um pouco, por mais que não dê p. esperar por mais nada. fui dormir, nervosa, quase me matando com esse nervoso, essa espera, até que então, eu dormi. e acordei, com uma msg da cecília, falando exatamente assim: ''Babi, acho q vc vai querer ver o resultado. Bjo ciça ps: estou na merda tbm :)'' e nesse momento, eu fiquei simplesmente em CHOQUE. liguei p. walter e ele me disse: ''Babi, a gente tá aqui vendo os resultados, e.. você ficou." e nesse momento eu fiquei em silêncio, sem saber muito o que se passava pela minha cabeça era raiva, tristeza, decepção, ou qualquer sentimento negativo que possa existir. e eu não respondi, e ele disse: "Babi? Bárbara? fala alguma coisa." e eu disse, na maior naturalidade possível: ''ah..tá.' e desliguei o telefone. até então, acho que a minha ficha não tinha caído, ou eu tava sentindo coisa demais, não sei exatamente descrever. só sei que quando minha mãe me ligou, foi aí que eu desmoronei, despenquei, ou o que vocês acharem melhor. e eu não queria ir ao colégio de jeito nenhum, pois estava morrendo de vergonha, to me sentindo uma burra, estúpida, ridícula e vocês podem falar que é exagerado da minha parte e que não é o fim do mundo MAS É SIM ¬¬ quando falei com os meus pais, eu me senti tão aliviada, tirei o peso de pelo menos um dos meus ombros. eles não brigaram, não me julgaram, nem nada, simplesmente me deram todo o apoio possível, diferente do que tantos pais devem ter feito. ah sei lá, eu amo meus pais demais, sem eles eu simplesmente não seria. até que eles conseguiram me fazer ir até a escola, e eu encontrei com a cecília, que eu acho que foi o que mais me doeu o coração. tendo em vista que ela é uma das amigas que eu mais amo e tava passando pela mesma MERDA que eu.. fomos à secretaria ver quanto tiramos e isso eu não vou dizer porque é desnecessário mesmo. e quando ficamos ali embaixo, e eu vi o Walter, Andrei, Madeira, Xavier, Ju e Helô descendo, o meu coração quase pulou pela boca. me deu uma sensação de saudade, fracasso, sei lá, saber que eu não vou estar mais com eles sempre na sala (com excessão da Ju e Helô que são da 1101) que eu não vou mais pode fazer guerrinha com eles, escrever besteira no quadro com eles, zuar professores com eles e essas coisas que em recreio, não dá p. fazer. até que então eles vieram falar comigo.. dei aquele abraço em cada um deles, e chega me doeu a alma. nesse momento tudo o que eu queria é ser qualquer coisa inanimada, sem vida. eu nunca pensei que tivesse tantos amigos que ficariam tristes por mim, que sofreriam junto comigo, mesmo que tivessem levado a melhor. o Andrei conversou comigo e com a Cecília sobre a reprovação dele, o que me aliviou muito, demais. e nessa hora me veio à cabeça cenas que nunca mais vão voltar, como momentos da 7ª série na sala de aula, que a gente jogou uma massinha no teto, que a gente modificou uma frase no livro "Baleia atacou os navegantes = Beth atacou os navegantes", que os professores botaram um em cada canto da sala no esquema de lugares, porque a gente não ficava quieto nenhum segundo.. simplesmente momentos INESQUECÍVEIS, que NUNCA mais vão sair da minha memória com essa coisa beiçuda que eu amo TANTO. e depois veio o Xavier conversar conosco, e me veio milhões de coisas à mente também, como por exemplo ele mudou de uns tempos p. cá, como ele era diferente quando eu o conheci e como ele é hoje em dia. só sei que, reprovada ou não, eu tenho muito a agradecer a ele, porque se eu passei em várias matérias, com certeza o 'culpado' por isso, não é ninguém mais, ninguém menos do que ele, CJ MAN m e claro, antes de todos eles, o Walter, que foi quem me ligou p. dar a notícia, que foi quem me fez ir ao sesop ver quanto eu precisava, foi quem me ajudou MUITO mesmo, foi praticamente um anjinho no meu ombro. O Madeira, que eu conheci esse ano, mas que já é TÃO especial p. mim =') todos você são como irmãos p. mim que eu NUNCA NUNCA vou esquecer, apesar desse BAQUE de não ser mais da mesma turma que vocês. e claro que eu não posso esquecer do Erik, que não estava lá, mas que falou coisas muito lindas p. mim no msn, que simplesmente me comoveram muito :') a Lívia e Luciana que conversaram muito comigo no msn e que têm do dom de fazer me sentir melhor.. o Luiz que me ouviu no telefone e no msn também, que fez eu me sentir muito, muito melhor, não sei o que seria de mim sem os ouvidos dele esse tempo todo, quem mais ouviu as minhas reclamações e neuras esse tempo todo, com certeza foi ele. não tenho nem palavras p. descrever e p. agradecer os amigos e a família que eu tenho, Deus foi muito generoso comigo, se não fosse eles, eu estaria simplesmente perdida, não precisa de nada mais na minha vida, só deles. Queria agradecer à Luciana, Lívia, Luiz, Carolzinha, Flávio, LP e algumas outras pessoas que, me desculpem eu não lembrar, mas eu ainda to muito chocada com tudo o que aconteceu. eu só deixei mais em destaque os meninos acima, porque eles estavam hoje comigo, e realmente me emocionou demais VER o quanto eles se preocupam e gostam de mim, porque sem esse carinho, cumplicidade e amizade, eu simplesmente me sinto perdida. hoje eu realmente não tenho mais disposição p. escrever mais nada, amanhã eu tento escrever mais.. eu só queria agradecer muito por todos terem me ouvido, falado comigo, feito eu me abrir, colocado tudo p. fora.. eu amo DEMAIS todos vocês, TODOS. não importa o que aconteça ou o que vá acontecer, eu SEMPRE vou amar vocês DEMAIS :'( nenhuma frase é melhor p. definir esse momento, do que a do Fernando Pessoa: "Não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu." esse post pode parecer uma grande babaquice, vocês vão dizer que não é o fim do mundo, mas isso era MUITO importante p. mim.. e eu fracassei. é a pior sensação que pode existir, a de fracasso, saber que você decepcionou alguém.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
saudades, estrelas
bem, voltando a postar aqui depois de 3 dias (meu deus quanto tempo :(). domingo eu fui na casa da minha tia comer cachorro quente, e comi dois pães grandões :) e antes disso, a cambada foi no mercado e demorou séculos p. comprar o que precisava. aproveitando a demora, ficamos eu e meu pai no terraço, olhando p. céu, coisa que tanto eu como ele não faziámos há tempo. 'Bárbara, o que você sente quando olha p. céu?' ele me perguntou. a primeira coisa que me veio a cabeça, e acho que na cabeça de quase todos é saudade. estranho isso, ele me disse que sente isso desde criança. e saudades o que te lembra? amores, amizades? nada disso, pode até ser também, mas a primeira coisa que me vem à mente é infância. eu fico feliz por ter sido uma criança feliz, por ter manchado todo o tapete da minha tia de batom, por ter quebrado metade das bonecas dela, por roubar sempre o óculos dela, e por viver com a minha Esmeralda na mão :) fico feliz também por ter dado descarga no gato, por ter passado manteiga nele, por ter cortado o bigode dele. fico feliz por ter feito educação física escondida, porque eu tinha hérnia e não estava autorizada pelos meus pais a fazer, mas eu fazia de qualquer jeito e quase morri por isso uu' sei lá, minha infância foi tão tudo :) minha infância foram meus primos. João, Iara, André, Palloma.. acho que sem eles, com certeza não teria sido a mesma. as brigas de porrada mesmo que eu tinha com o João e o Tomaz, quando eles ficavam me zuando (o tempo todo uu') e sei lá, é uma época que eu lembro com alegria, e quando eu olho, dá aquele frio na espinha, é, não volta mais. voltando ao assunto das estrelas, me dá uma sensação estranha também, de insignificância, o que eu to fazendo aqui? p. que estudar, amar, tudo isso, se um dia eu vou morrer? como eu acredito em vida após a morte, eu continuo vivendo da melhor forma possível :) meio clichê isso mas é a verdade. sempre fui de fazer o que me dá na telha. seja fazer uma merda na escola, dar uma resposta mal criada aos meus pais ou quando dá vontade de ficar com um menino que eu não devia. saindo de domingo, indo p. segunda, teve a festa da Lulu, que foi muitcho foda, adoro festas surpresas \o/ a pessoa fica tão feliz que chega a dar gosto de ver :') apesar d'eu ter me estressado um pouco, é realmente estressante e cansativo ver duas amigas num clima meio tenso, digamos assim. mas fazer o que, acontece né uu' é sempre assim, eu sou amiga de todo mundo, mas nem todo mundo é amigo. aí quem se fode? eu, óbvio. sempre ouvindo um falando mal do outro, não agüento mais essa situação, sempre ouvindo todo mundo, sempre dando conselho p. todo mundo. e p. ME ouvir? e p. ME dar conselhos? é, só a minha consciência e melancolia mesmo.
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